Madeiro Altivo Vem Singrando ao Longe
O começo
Ao Exm.o Sr. Adrião Accacio da Silveira Pinto.
Madeiro altivo vem cingrando ao longe / Per entre as águas mansas desmeraldas, / Com pavilhão das Quinas Luzitanas, / Que tremulando pelo meigo sopro / De suave brisa, — ufano, — as altas grimpas / Dalcantis primorosos, — saúda altivo! / E a instantes — repetidos échos sôam / Reflectindo nas águas o estampido / Dalguns canhões que trôam! / E morre pouco e pouco o som nas vagas, / Annuncio lisongeiro, que alto prega / A vinda — a excelsa vinda desejada / Do da Monarca o meritório Enviado, — / Do digno Regedor de Africa adusta!
Exulta de Benguella, ó povo, exulta, / Neste dia de dois de Agosto excelso / Dia p’ra nós gravado no imo dalma!
Qual, através dinsolitos perigos, / Vae de socorro a um filho — o Pai bondoso, / Tal, entre nós, Accacio da Silveira; / Sem medo à morte, no rigor de um clima,
Por sóes queimado / De peste insana, / Accode e voa, melhorando os fados / Da rica terra de Africa a seu mando!
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