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Em Mansa Noite de Prateada Lua

José da Silva Maia Ferreira

Poesia3 min de leitura3 páginas

O começo

… Curtio delírios vastos / … Entre tufões e abismos!

Em mansa noite de prateada lua, / Que alvissima banhava o horizonte, / E com fulgor ameno refletia / Sobre de um rio, em suas puras águas, / E qu’espalhada, alvinitente e bela / Tambem sobre os areais de praia amena / Finos christaes em lagos similhava, / Desgrenhada, e a sós — e bela, e louca,

Qual ave perseguida a curto, e à força / Por açor matreiro — divagava, / Banhada em lagrimas, — a largos passos; / Soluçando damor, e allucinada, / No rosto o desespero — amor no peito, / Beatriz, D. Beatriz, qu’imprevidente, / Com pé ousado e firme, até às fauces / Dinsondável abismo arremessára, / Por amor de um Vate — o amor de esposo.

E era noite sacrosanta — / Esta noite de tormento, / Ao longe ardiam tochas / Em lusido sabimento.

Doutra extrema cavalgando / Vinha em ginete murzello / D. Silveira — Cavalleiro — / Valente — aguerrido e belo.

Trajava dó e armas negras, / Quanto negro o coração, / Nesta brida procurava / O seu amor e paixão.

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