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Improvisos de Bocage na Sua Mui Perigosa Enfermidade Dedicados a Seus Bons Amigos

Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765–1805)

Poesia12 min de leitura11 páginas

O começo — +SONETO I+

Terno Paz [1], bom Maneschi [2], Aurelio [3] caro, / Alvares extremoso [4], Almeida humano [5], / Ferrão [6] prestante, valedor Montano [7], / Moniz [8], que extráhes teu nome ao Tempo avaro:

Freire [9], Viana [10], Blancheville [11], ó raro, / Moral tesoiro, que possúe Elmano; / Sócio de Flóra [12]; e tu de som Thebano / Ó Cysne [13]! E tu, Cardoso, em letras claro [14]:

Monumento honrador da Humanidade, / (Se o Fado me sumir da Mórte no Ermo) / Grata vos deixa cordial Saudade.

Ireis nos versos meus do Globo ao termo, / Por serdes, com benéfica Piedade, / Nuncios, Nuncios de hum Deos ao Vate enfermo.

[1] Francisco José da Paz.

[2] João Pedro Maneschi.

[3] Marcos Aurelio Rodrigues.

[4] Antonio José Alvares.

[5] Joaquim Pereira de Almeida.

[6] Prior dos Anjos.

[7] José Ventura Montano.

[8] Nuno Alvares Pereira Moniz.

[9] Gregorio Freire Carneiro.

[10] Gonçalo José Rodrigues Vianna.

[11] Diogo José Blancheville.

Manuel Maria Barbosa du Bocage (autor) morreu em 1805; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1876.

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