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A Pavorosa Ilusão

Manuel Maria Barbosa du Bocage (1765–1805)

PoesiaFilosofia7 min de leitura6 páginas

O começo — M. M. B. DU BOCAGE. · LONDRES.

Ao Leitor .

As Nações, umas já quebráram as algemas do despotismo, outras não tardaram a erguer o grito da Liberdade; porque, aquelas desesperáram de se salvar, estas estam a beber as últimas gotas do fel da tirania. Por toda a parte se alevantam os Povos contra a execrável imbecilidade dos reis e a maldita hipocrisia dos sacerdotes. Tão iníqua há sido a crueldade dos príncipes e dos frades contra a especie humana, que esta se decidio em fim a sacudir, de viva força, o jugo de ferro que por tantos séculos lhes havia pesado. He já tempo que nós Portuguezes conheçamos a futilidade das ilusões com que os nossos avós nos embaláram. Risquemos para sempre da memoria esses ridículos preconceitos de que nos…

Manuel Maria Barbosa du Bocage (autor) morreu em 1805; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1876.

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