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Dois Folhetins. Suplício de uma Mulher

Machado de Assis (1839–1908)

Crítica literária23 min de leitura20 páginas

O começo

A propósito do Suplício de uma mulher , drama em 3 atos, que deve ser representado sábado no Ginásio, em benefício de Furtado Coelho, houve renhida discussão na imprensa francesa, sendo os escritos mais notáveis, — um prefácio de Emile de Girardin, e um folheto de Alexandre Dumas Filho.

Quase pode dizer que o prefácio literário de Emile de Girardin fez o mesmo barulho que o prefácio político de Luiz Napoleão. Arcades ambo .

O prefácio pouco esclarece a questão de fato.

Diz Emile de Girardin que, tendo escrito um drama com o título Suplício de uma mulher , lera-o a alguns amigos no castelo de Val, e depois ao comitê do Teatro Francês. Aí foi o drama julgado perigoso, e, em consequência disso, consentiu o autor que outrem metesse a mão na obra.

Quem era, não no diz o redator da Presse, mas assevera, “que o colaborador, em vez de limitar-se a pequenas modificações, reformou de tal modo a peça, que chegou a apeá-la das alturas do ideal”.

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