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No Campo de Agramante

Lima Barreto (1881–1922)

Crônica e ensaio2 min de leitura2 páginas

O começo

Este charivari do Tiro 5, em que entraram o João do Norte, o senhor Denis Júnior e o tenente Nei merece alguns comentários. Os tiros, especialmente o 7 e o 5, eram tidos como o mais eficaz meio de semear em todos nós o gosto pelas coisas militares, o hábito da obediência, o sentimento de hierarquia, etc.

Calmon, que havia sido ministro e queria ser mais uma vez, não teve dúvidas em assentar praça num deles, marcha pelas ruas com o seu tank-limousine à vista, fazendo tudo o que compete a um soldado.

Os seus companheiros que têm o sentimento da hierarquia, viram logo que um antigo deputado, um ex-ministro, um lente que não dá aulas, um agricultor incansável nos discursos, um felizardo que tem limousines ,um senhor assim não podia ser uma simples praça. Fizeram-no coronel, isto é, presidente do tiro.

No Tiro 5, nós tínhamos João do Norte e Denis Júnior, ambos literatos ou escritores. O primeiro já publicou alguns livros e o segundo já arranjou um bom emprego e comprou roupas. Aí, neste tiro, havia dessa forma mais estas dificul­dades no restabelecimento da hierarquia. Demais… Conti­nuemos: Denis, lançado pelo Binóculo não podia comparecer em frente de nossas damas binoculares, fardado de simples soldado.

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