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O Romance de um Homem Rico

Camilo Castelo Branco (1825–1890)

Romance4 h 30 de leitura235 páginas

O começo — PROLOGO DA TERCEIRA EDIÇÃO

«—Este foi o mais querido dos meus romances»

C. Castello Branco, Prefacio da / 2a. edição do Romance de um homem / rico.

Quando Camillo Castello Branco escrevia no seu livro dileto esta sentença:—«O homem não acha em si os alivios da razão quando os vícios lh'a degeneram», estava julgando a sua própria alma no tribunal austero da consciência.

Não vejam nisto censura, os melindrosos por conta alheia.

O romancista, se não é um armador de encomendas, um preparador de efeitos, um pintador de scenarios, um arranjador de visualidades, se sente como escreve, ao menos quando escreve, encarnando-se nos seus personagens, reconhecendo em si as paixões que lhes reconheceu ou que lhes atribuiu, se com eles ama, odeia, chora ou blasfema, faz como o sábio, o mártir da medicina, que, para se convencer e para não falsear a ciência que professa, muita vez se envenena ou se dilacera.

Camillo era aqui o pensador, o filósofo, o analysador frio do seu excepcional espirito, ora embaciado, a ponto de não ver distintamente o objectivo da sua cogitação, ora transparente e brilhante, a dar-lhe lucida a verdade, fosse onde fosse o esconderijo dela, fosse qual fosse a distancia em que demorasse.

Tomás Ribeiro (coautor) morreu em 1901; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1972.

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