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Ecos de Pariz

Eça de Queirós (1845–1900)

Crônica e ensaioHumor3 h 50 de leitura203 páginas

O começo — I. PARIZ E LONDRES-O ANNIVERSARIO DA COMMUNA-FLAUBERT.

Eu não direi como Lord Beaconsfield que «no mundo só há de verdadeiramente interessante Pariz e Londres, e todo o resto é paisagem». É realmente difícil considerar Roma como um ninho balouçando-se no ramo de um ulmeiro, ou ver apenas no movimento social da Alemanha um fresco regato que vai cantando por entre as relvas altas.

Não se pode negar, porém, que a multidão contemporânea tende para esta opinião do romanesco autor de Tancredo e da Guerra do Afganistan : nada vê no Universo mais digno de ser estudado e gozado do que a sociedade, essa cousa cintilante e vaga que pode compreender desde as criações da Arte até aos menus dos restaurantes, desde o espirito das gazetas até ao luxo das librés—e, muito racionalmente, corre a observar a sociedade, a penetrar-se dela, onde ela é mais original, mais complexa, mais rica, mais pitoresca, mais episodica,—em Pariz e em Londres: ao resto da terra pede apenas scenarios de natureza, relíquias darte, trajos e architecturas…

Eça de Queirós (autor) morreu em 1900; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1971.

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