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Os Maias: Episódios da Vida Romântica

Eça de Queirós (1845–1900)

Uma família, um país e um século — e a decadência dos três ao mesmo tempo.

Romance16 h de leitura856 páginas

Por que ler

Eça de Queirós despeja Lisboa inteira em 1888: a política que não decide, a imprensa que inventa, os salões que repetem frases francesas. Carlos da Maia tem tudo e não faz nada, e o livro sabe disso melhor que ele. São dezesseis horas de leitura, e é a obra mais completa do realismo em português.

Para observar

Repare em quantas vezes alguém anuncia um grande projeto que nunca sai do papel. É a piada que estrutura o livro, e ela não é sobre uma pessoa.

O começo — I

A casa que os Maias vieram habitar em Lisboa, no outono de 1875, era conhecida na vizinhança da rua de S. Francisco de Paula, e em todo o bairro das Janellas Verdes, pela casa do Ramalhete ou simplesmente o Ramalhete . Apesar deste fresco nome de vivenda campestre, o Ramalhete , sombrio casarão de paredes severas, com um renque de estreitas varandas de ferro no primeiro andar, e por cima uma tímida fila de janellinhas abrigadas à beira do telhado, tinha o aspecto tristonho de Residencia Ecclesiastica que competia a uma edificação do reinado da sr.a D. Maria I: com uma sineta e com uma cruz no topo assimilhar-se-hia a um Collegio de Jesuitas. O nome de Ramalhete provinha de certo de um…

Eça de Queirós (autor) morreu em 1900; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1971.

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