O Regicida: Romance Histórico
Camilo Castelo Branco (1825–1890)
O começo
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FRANCISCO MARTINS DE GOLVEA MORAES SARMENTO OFERECE o seu amigo mais devedor e agradecido iDmniuG waáteitc <£$ianco.
ADVERTÊNCIA À urdidura deste romance, que afoitamente denominamos histórico, deu-no'1-a um manuscrito, que pertenceu à livraria do secretario de estado Fernando Luiz Pereira de Sousa Barradas.
O coletor destes apontamentos, que a historia impressa, respeitando as conveniências, omitiu, foi contemporâneo dos sucessos que archivou, pois escrevia em 1648, De lavra nossa, neste romance, há apenas os episódios, que me saíram ajustados e congruentes com os traços essenciais da narrativa.
O REGICIDA António Leite, casado com Maria Pereira, e morador na vila de Guimarães, em 1634, era o cuteleiro de maior voga em Portugal.
Waquelle ano, tinham um filho, de nome Domingos, com dezessete anos de idade.
Quisera o pai ensinar-lhe a arte, que lhe dera fama e dinheiro. A mãe desejava que o rapaz fosse frade, consoante à vontade de seu irmão fr. Gaspar de Sancta Teresa, leitor apostólico de moral no convento de S. Francisco de Lisboa.
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