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A Princesa dos Cajueiros

Artur de Azevedo

Teatro1 h de leitura59 páginas

O começo — Prólogo

Sala de gosto antigo e esquisito. Duas portas à direita e duas à esquerda. No fundo, um arco em toda a largura da sala. Depois do arco, uma grade, aberta no centro, para dar passagem para um bosque por uma escada que não se vê. À esquerda, um sofá.

Cortesãos, depois o Doutor Escorrega, depois Um Pajem, depois El-Rei Cajue sua comitiva.

Introdução

Coro de Cortesãos - Contentes, contentes

nós vamos ficar!

Ferventes, ferventes,

Sabemos amar

A bela rainha

Que o céu

Nos deu,

E que, coitadinha

‘Stá pra dar a luz

Um filho que há de ser um príncipe de truz!

O Doutor (Aparecendo à porta dos aposentos da rainha, à meia voz.)

- Senhores, não façam tamanho barulho,

Que nada de novo por ora não há…

Coro (À meia voz.) - Pois bem, não façamos tamanho barulho. Que nada de novo por ora não há…

O Doutor - Senhores, estamos a quinze de julho;

Há já nove meses que… trá lá rá lá!

Coro - Trá lá rá lá! Trá lá rá lá!

Há já nove meses que… trá lá rá lá!

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