A Almanjarra
O começo — I
O teatro representa a sala de visitas da casa de Ribeiro.
JOANA, ISABEL
Isabel, sentada junto a uma mesa redonda, que deve estar no centro, tem perto de si uma cesta de costura. Joana está sentada num canapé, à esquerda.
JOANA - Tem paciência, minha filha; resigna-te, resigna-te! este mundo é mesmo assim.
ISABEL (Enxugando os olhos.) - Mas eu gosto tanto dele, mamãe!
JOANA - Sim, acredito, mas bem deves saber…
ISABEL - E ele gosta tanto de mim…
JOANA (Aproximando-se da filha.) - Esqueçam-se um do outro.
ISABEL - Impossível.
JOANA - Que te hei de dizer? Jamais te aconselharei a que contraries a vontade de teu pai, que tão bem se tem compenetrado dos seus deveres e da sua responsabilidade.
ISABEL - Dos seus deveres de marido, não nego. Mas é assim que a senhora compreende os deveres de um pai? De que serviu essa esmerada educação que recebi? Para que ele me mandou ensinar a distinguir as coisas e as pessoas? Para atirar-me nos braços de um tolo!
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