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A Filha de Maria Angu

Artur de Azevedo

Teatro1 h de leitura59 páginas

O começo — I

Praça pública em Maria Angu. A esquerda uma casa com este letreiro: “Barnabé, barbeiro e sangrador. Apelica bixas.” Ao fundo, uma grande fábrica com este letreiro: “Fábrica de Fiação e Tecidos Pinho & Companhia.”

Botelho, Cardoso, Guilherme, Gaivota, Teresa, Operários depois Barnabé

Coro

- Que prazer,

Que alegria

Deve haver

Neste dia!

Pois Clarinha

Casadinha

Enfim nós vamos ver!

Os Homens (À esquerda.) - Olá! Olá! Barnabé! Olá!

Barnabé (Aparecendo à janela.) - Aqui estou!

Todos - O Barnabé lá está!

Barnabé - Já lá vou! (Desaparece.)

Uns - Que pressa tem!

Outros - Faz muito bem!

As Mulheres (À direita) - Clarinha! Clarinha! Clarinha!

Babu (Aparecendo à janela.) - ‘Stá se aprontando a sinhazinha.

Todos - Que diz a mulatinha!

Babu - Mas não se pode demorar,

- Pois o véu já foi colocar.

Barnabé (Saindo de casa, vestido de noivo.) - Gentis amigos meus

Aqui estou! Aqui estou!

Eu sou feliz, meu Deus!

Coplas

I

- Inda um sonho me parece

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