Livros › Camilo Castelo Branco › Noites de Insônia, Oferecidas a Quem Não Pode Dormir. Nº 08 (de 12)

Capa de Noites de Insônia, Oferecidas a Quem Não Pode Dormir. Nº 08 (de 12)

Noites de Insônia, Oferecidas a Quem Não Pode Dormir. Nº 08 (de 12)

Camilo Castelo Branco (1825–1890)

Crônica e ensaioCrítica literária1 h 20 de leitura68 páginas

O começo — UMA AURORA

Opprimé par des déspotes, qui, á leur tour, étaient menés par les jésuites, et asservi sous le pouvoir sans frein des prêtres et des nobles, ce petit peuple menait ainsi, sans aucun doute, pendant la première moitié du dix-huitième siècle, l'existence la plus miserable parmi toutes les nations de l'Europe.

GERVINUS.

L'histoire nest jamais faite, on la refait sans cesse.

VOLTAIRE.

Les hommes embrassent volontiers avec une ardeur violente les rêves qu'ils se font, mais ils ne veulent point qu'on les leur impose.

ARSÈNE HOUSSAYE.

Ignota obscuræ viderunt sidera noctes, / Ardentemque polum flammis, cœloque volantes / Obliquas per inane faces….

LUCANO.

Nos confins do globo, nas regiões árticas, ao tocarmos as últimas zonas habitadas, toma a 6 existência proporções fabulosas. Expiram, ali, todas as ousadias, todos os cometimentos, todas as aspirações dos mais intrépidos navegadores.

É longo o obituario dos homens ilustres, que têm perecido, abandonados, nestas epopêas ignoradas. Seriam famosas as crônicas, onde se compendiassem as façanhas, os esforços heroicos, as lutas incessantes, e a coragem inexcedível dos mártires, que vão perdendo a vida em busca daquelas solidões polares.

Camilo Castelo Branco (autor) morreu em 1890; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1961.

Mais de Camilo Castelo Branco