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Agulha em Palheiro: Quinta Edição

Camilo Castelo Branco (1825–1890)

Romance3 h 20 de leitura175 páginas

O começo — ANTONIO FELICIANO DE CASTILHO · Honra da Patria, honra dos que o prezam, e amam a Patria

A primeira edição deste romance saiu de uma tipografia do Rio de Janeiro. Parece que houve propósito em desdourar os prelos brasileiros! Poderá parecer também que se intentou desdourar o autor; mas semelhante suspeita não vingaria, atendendo a que não é coisa verosímil alguém escrever assim. O que mais depressa poderia crer-se seria que o escritor mais fleumatico morresse de fulminante desgosto, vendo a sua obra tão damnificada, e suja de todas as nodoas, para lavagem das quais se criaram as quatro partes constitutivas da gramática.

Imprime-se o livro, como o autor escreveu o manuscrito, e chama-se segunda edição , porque o titulo e substancia da obra está no livro publicado no Brasil.

Porto, janeiro de 1865. 8

Em 1803, o sapateiro de Manuel Maria Barbosa du Bocage era Francisco Lourenço Gomes, estabelecido na calçada do Sacramento, em Lisboa.

Francisco Lourenço era, naquele tempo, rapaz de dezoito anos; mas, por sua muita esperteza e atividade, merecera que o pai lhe confiasse a gerencia da loja, grandemente afreguezada.

Camilo Castelo Branco (autor) morreu em 1890; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1961.

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