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O Rio de Janeiro em 1877

Artur de Azevedo

Teatro1 h 20 de leitura71 páginas

O começo — Prólogo

batei palmas, batei palmas.

De que nos dei Uma vaia

livre-nos Deus e o canhoto,

mas pra que a peça não caia,

basta cair-vos no goto.

Hão de convir que é muito original esta ideia de encaixar o couplet final no princípio: mas, como tenho os meus pressentimentos de que o ano de 1877, que principia amanhã, há de andar tudo às avessas, assim faço. De mais, é mau costUme pedir palmas no fim da peça; a gente as deve pedir no princípio, antes que o público saiba o que vai ver. O sujeito que vai empenhar-se com o examinador para que lhe aprove o filho plenamente na Instrução Pública, fá-lo sempre antes do exame. Que diabo. O pequeno pode sair-se mal e então o pedido não tinha pés nem cabeça. (Escarra, tosse, assoa-se.) O teatro representa Uma gruta agreste em Um país inteiramente desconhecido. Nesta gruta é que se costUmam…

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