O 15 e o 17
O começo
— Com efeito, Francelina! Que tempo levaste para ires ali à venda! Querias lá ficar?.
— Não, senhora; é porque estas casas novas parecem-se todas umas com as outras, e por isso, em vez de entrar no 15, entrei no 17. Varei por ali adentro até a cozinha!
— Que estás dizendo?
— A verdade, patroa. De agora em diante não entro em casa sem olhar para o número da porta!
— Depois te habituarás. Isso aconteceu porque estás na casa há oito dias apenas. Bom. Compraste o que tinhas de comprar?
— Sim, senhora.
— Não falta mais nada?
— Não, senhora.
— Então, até logo. Fecha a porta da rua e trata de preparar o jantar. As cinco horas estarei de volta.
E D. Isabel, que já estava pronta para sair, passou para o corredor, desceu a escada e desapareceu.
A Francelina fechou a porta da rua, conforme a patroa lhe recomendara, e foi para a cozinha.
Não havia passado meia hora, quando a mulata (a Francelina era mulata) ouviu bater levemente à porta da rua. Correu à janela da sala de visitas para ver quem era, e deu com uma senhora idosa, bastante idosa, pequenina, curvada, esperando que lhe abrissem a porta.
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