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O Tipo Brasileiro

França Júnior (?–1890)

Teatro20 min de leitura18 páginas

O começo — CENA I

Alta noite, tudo dorme, / Tudo é silêncio na terra, / Nem sequer nos ares erra…

Henrique (Entrando.) – Bravo! Bravo! Muito bem!

Henriqueta (Levantando-se.) – Quem é?!

Henrique – Não te assustes, sou eu. Teu pai não está em casa?

Henriqueta – Saiu, mas não deve tardar. O que vieste aqui fazer?

Henrique – O que vim aqui fazer? É que te amo, Henriqueta.

Henriqueta – Mas não vês, Henrique, que esse amor é impossível.

Henrique – Não repitas esta palavra.

Henriqueta – Conheces a mania de meu pai e sabes perfeitamente que desde o dia em que esse inglês…

Henrique (Com raiva) – Esse inglês…Quando penso naquele maldito beef, sinto ímpetos de empunhar um facão e reduzi-lo a roupa velha. Olha, Henriqueta, está me parecendo que os nossos amores vão ter um fim muito trágico.

Henriqueta – Tu me assustas.

Henrique – É o que te digo. Provoco o bretão, há uma grande água suja, sobrevêm complicações internacionais e eis aí armada uma nova questão anglo-brasileira.

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