Livros › França Júnior › Amor com Amor se Paga

Capa de Amor com Amor se Paga

Amor com Amor se Paga

França Júnior (?–1890)

Teatro17 min de leitura15 páginas

O começo — CENA I

Arranjaste tudo quanto te encomendei?

Vicente ( Limpando os trastes. )

Tudo, Nhonhô. Vosmecê já sabe para quanto presta este mulatinho. Cá ao degas não é preciso repetir as coisas. Se vosmecê bem o disse, melhor o fiz. Olhe:

uma empada, dois pratos de croquetes, uma galinha de molho

pardo…

EDUARDO

Podes limpar a mão à parede com o tal molho pardo Alugo este aposento para receber uma mulher que é a encarnação da elegância e do chique. Encomendo-te uma ceia esquisita e procuras matar a poesia de uma segunda entrevista amorosa, apresentado-nos à mesa um prato, que traz em seu seio os gérmens de uma indigestão. Tens às vezes certas lembranças… Decididamente acabo por te dar baixa deste serviço. Aposto que esqueceste o vaso de flores.

VICENTE

O vaso de flores?

EDUARDO

Está visto, és um estonteado.

VICENTE

Dou as mãos à palmatória, Nhonhô; mas em compensação preparei uma surpresa, que há de pôr a mocinha

( Imitando. ) assim… de beiço caído.

Texto do Wikisource em português, que só hospeda obra livre: domínio público ou licença livre (CC BY-SA 3.0). A ficha aponta de volta para a página de origem, que é a atribuição que a licença pede.

Mais de França Júnior