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Noites de Insônia, Oferecidas a Quem Não Pode Dormir. Nº 06 (de 12)

Camilo Castelo Branco (1825–1890)

HistóriaCrítica literária1 h 20 de leitura70 páginas

O começo — PEDRO DE ALPOEM

« Muito ilustre snr. duque de Bragança.

«Obriga-me a escrever a v. exc.ª cá d'est'outro mundo de verdades e desenganos, sobre este negocio de tanta monta, e matéria tão importante à honra, vida e estado vosso, e de todos estes reinos de Portugal, a memoria de um avô que tivestes muito conhecido no mundo1, a quem em tempo tão necessitado de homens, qual ele foi na vida, por nossos e vossos pecados, succedestes 6 no casco da ilustríssima casa, somente, que não na lealdade portuguesa, no coração real, no zelo da conservação do reino que houvereis de herdar afamado no mundo todo. Os oleiros, sapateiros, alfaiates, e os mesteres do paço vos furtaram a benção, e o lugar, mostrando-se tão inteiros, generosos e leais neste derradeiro…

Camilo Castelo Branco (autor) morreu em 1890; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1961.

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