Chegança dos Mouros
Sílvio Romero (?–1914)
O começo
Atraca, atraca, atraca, / Atraca com chibança; / Olhem que os inimigos / Andam conosco em lembrança.
Patrão:
Alerta! que gente é esta? / Nesta bulha não posso dormir!... / Estava lá no meu quarto, / Lá me foram consumir.
Todos:
Olhem que grande peleja / Temos nós que pelejar, / Se for o rei da Turquia, / Se não quiser se entregar! / Trabalharemos com gosto / Pra nossa espada amolar; / Se for o rei da Turquia, / Se não quiser se entregar.
(Chegam os mouros e são intimados a renderem-se.)
Mar e Guerra:
Entreguem-se, mouros, / À santa religião. / Que dentro desta nau, / Temos ferros no porão.
Rei Mouro:
Eu não me entrego, nem pretendo / No meio de tanta gente; / Somos filhos da Turquia, / Temos fama de valentes.
Mar e Guerra:
Entreguem-se, mouros, / Não se ponham a brigar, / Que no fio desta espada / Todos hão de se acabar.
Rei Mouro:
Eu não me entrego, nem pretendo / No meio de tanta gente; / Somos filhos da Turquia, / Temos fama de valentes,
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