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Chegança dos Mouros

Sílvio Romero (?–1914)

Religião e mito3 min de leitura3 páginas

O começo

Atraca, atraca, atraca, / Atraca com chibança; / Olhem que os inimigos / Andam conosco em lembrança.

Patrão:

Alerta! que gente é esta? / Nesta bulha não posso dormir!... / Estava lá no meu quarto, / Lá me foram consumir.

Todos:

Olhem que grande peleja / Temos nós que pelejar, / Se for o rei da Turquia, / Se não quiser se entregar! / Trabalharemos com gosto / Pra nossa espada amolar; / Se for o rei da Turquia, / Se não quiser se entregar.

(Chegam os mouros e são intimados a renderem-se.)

Mar e Guerra:

Entreguem-se, mouros, / À santa religião. / Que dentro desta nau, / Temos ferros no porão.

Rei Mouro:

Eu não me entrego, nem pretendo / No meio de tanta gente; / Somos filhos da Turquia, / Temos fama de valentes.

Mar e Guerra:

Entreguem-se, mouros, / Não se ponham a brigar, / Que no fio desta espada / Todos hão de se acabar.

Rei Mouro:

Eu não me entrego, nem pretendo / No meio de tanta gente; / Somos filhos da Turquia, / Temos fama de valentes,

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