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Uma Véspera de Reis

Artur de Azevedo

Teatro31 min de leitura28 páginas

O começo — Cena I

José - Então, Vossa Senhoria me acha um cara de pau-de-cabeleira; não é assim, seu Doutor?

Alberto - Fecho-te já a boca…(Dando-lhe dinheiro.) Toma lá dois mil réis.

José (Examinando.) - Aqui só estão dez tostões… (Guarda o dinheiro.)

Alberto - Logo dar-te-ei os outros dez. Anda! vê um momento em que ela esteja sozinha.

José - Não se incomode! Venha de lá um charutinho para o moleque…

Alberto - Eu fico à espera do assobio ali, (Aponta.) encostado ao chafariz…

José - Faça favor de seu fogo. (Acende seu charuto no de Alberto.) Pode ir descansado que a cabra é onça.

Alberto - Vê lá o que fazes, hein? Até logo… (Desaparece.)

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