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As Teocracias Literárias Relance sobre o Estado Atual da Literatura Portuguesa

Teófilo Braga (1843–1924)

HistóriaFilosofiaPolítica e sociedade12 min de leitura11 páginas

O começo — SOBRE O ESTADO ACTUAL DA LITTERATURA PORTUGUEZA

Estamos numa terra em que a verdade para ser ouvida precisa trazer a forma do escândalo. A não vir deste modo é uma coisa ininteligível, obscura. Tanto melhor para quem aspira a ser entendido somente por aqueles que se pagam de sua obscuridade pela firmeza da consciência, e integridade de caráter.

A grande individualidade, resultado dos progressos deste século, vai tornando impossíveis todas as supremacias, tanto na religião, como no estado, como na arte. É para onde confluem todos os esforços, todas as lutas; é o mobil de ação na Europa moderna.

As realezas literárias foram as primeiras que acabaram, porque se compreendeu de pronto, que não era o modelo acadêmico, mas o sentimento puro, que nos havia elevar à perfeição, dar-nos a percepção imediata das formas que traduzem o belo na vida. Cada um, em vez de ir com os olhos nas pegadas do mestre, procurou desenvolver em si esse sentimento ingenito; é em vez de arrancarem curiosidades hybridas de sua fantasia, souberam descobrir como a eternidade se allia com as criações humanas. Passo dado pela evolução romântica.

Teófilo Braga (autor) morreu em 1924; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1995.

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