Uma por Outra
O começo
O Paulo jantou apressadamente e, mal acabou de sorver o último gole de café, pôs o chapéu, saiu de casa, tomou na Rua do Catete um bonde que passava, apeou-se no largo da Carioca, desceu a Rua da Assembléia e dirigiu-se para o lado das barcas.
Estava febricitante: a Isabel, que durante quatro meses não fez o menor caso de seus protestos de amor, resolvera, afinal, conceder-lhe uma entrevista.
A linda costureira (a Isabel era costureira) ficara de estar às oito em ponto à porta da estação das barcas. Eram sete e quarenta.
Estava tudo muito bem combinado. Entrariam ambos na estação sem se falar, como se não se os conhecessem; tomariam a primeira barca e subiriam para a tolda, a fim de conversar à vontade. Desembarcando em São Domingos, um bonde levá-los-ia a Icaraí. Na saudosa praia esperava-os um ninho discreto, onde passariam a sua primeira noite de amor. Estava tudo muito bem combinado.
Por que Icaraí?… Por que não Copacabana ou Tijuca?… Por nada: tinha sido um capricho da Isabel.
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