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É Morto Pulcinella!...

Raul Pompeia (?–1895)

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O começo

A ALCEBÍADES FURTADO / Ideal, fleur bleue à coeur dor, dont les / racines libreuses, mil fois plus déliees / que les tresses de soie des fées, plongent / au Iond de notre âme pour en boire la / plus pure substance; fleur douce et amêre! / on ne peut t'arracher sans faire saigner / le coeur, sans que de ce tige brisée suintent / des goutea rouges!

Era tarde.

A gosto, no pegnoir que vestira, alvo de neve, gentilmente enfeitado aos ombros por pequenos laços vermelhos pousados como borboletas, Amélia, a jovem viscondessa, aproximou-se da janela.

Fora, ampliava-se a noite, sem astros, densamente negra. Silêncio de cemitério - um silêncio negro, da cor da noite; distinguia-se a gotejar, em lágrimas pausadas, a linfa escassa de uma fonte perdida nas trevas. Um bico de gás a meia chama, mantinha brando crepúsculo na ante-câmara, boudoir da viscondessa. Pulverizava-se a luz em irradiações de pedraria nos cristais do lustre e passava ao jardim pelo vão das cortinas, projetando um triângulo de claridade sobre o arvoredo fronteiro. Dentro do triângulo, aumentada e deformada, a sombra de Amélia.

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