Abel e Helena
O começo — I
Praça pública. Ao fundo a Matriz e a casa de residência do Padre Cascais. É dia de festa.
Povo, depois Cascais e Filomeno
(Ao erguer do pano homens e mulheres, defronte da porta de Cascais, apresentam flores, frutas, velas de cera e frango. Flores em mais abundância.)
Coro
Aceite, ó senhor padre, os mimos que lhe dão
de coração
os que aqui ‘stão
com devoção!
E lhe pedimos já cheíssimos de fé,
que rogue a Deus por nós, se nosso amigo é.
Aceite, ó senhor padre, etc.
UMA RAPARIGA (Oferecendo um ramalhete a Cascais.)
— Aceite estas cravinas
aceite por favor
Não são tão purpurinas?
Não têm tão linda cor?
OUTRAS RAPARIGAS — Se o seu padre não aceita
este raminho já,
tomamos por desfeita
e não voltamos cá…
Coro
Aceite estes presentes,
se nos quer ver contentes.
Aceite ó senhor padre, etc.
(Acabado o coro, continua a música na orquestra, enquanto o povo depõe os seus presentes nas mãos de Filomeno, e vai se retirando.)
Cascais e Filomeno
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