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Abel e Helena

Artur de Azevedo

Teatro1 h 10 de leitura65 páginas

O começo — I

Praça pública. Ao fundo a Matriz e a casa de residência do Padre Cascais. É dia de festa.

Povo, depois Cascais e Filomeno

(Ao erguer do pano homens e mulheres, defronte da porta de Cascais, apresentam flores, frutas, velas de cera e frango. Flores em mais abundância.)

Coro

Aceite, ó senhor padre, os mimos que lhe dão

de coração

os que aqui ‘stão

com devoção!

E lhe pedimos já cheíssimos de fé,

que rogue a Deus por nós, se nosso amigo é.

Aceite, ó senhor padre, etc.

UMA RAPARIGA (Oferecendo um ramalhete a Cascais.)

— Aceite estas cravinas

aceite por favor

Não são tão purpurinas?

Não têm tão linda cor?

OUTRAS RAPARIGAS — Se o seu padre não aceita

este raminho já,

tomamos por desfeita

e não voltamos cá…

Coro

Aceite estes presentes,

se nos quer ver contentes.

Aceite ó senhor padre, etc.

(Acabado o coro, continua a música na orquestra, enquanto o povo depõe os seus presentes nas mãos de Filomeno, e vai se retirando.)

Cascais e Filomeno

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