Eco da Voz Portuguesa por Terras de Santa Cruz
O começo — *II*
Rainha dos Portuguezes!…
Rainha pelos Portuguezes!…
Que Has feito dessa herança de virtudes que Teu Pai Comprou com a vida para / Ti?
Que Has feito da felicidade de Teu Povo a Ti confiada?
Que lhes Déste pelas suas esperanças?
Esse malfadado Povo não tinha mais que a Deos e a Ti.
Tu lhe Faltas: e Deos punirá nele os teus pecados.
Rainha pelos Portuguezes!…
Juraram eles Comtigo o pacto de suas venturas: e a Ti, pelo que de Ti deviam esperar, Te deram inviolabilidade: e ainda, blasfemos em suas palavras de amor por Ti, disseram que Eras—Sagrada.—
Eles obedeceram tanto; eles cumpriram tanto, e de mais, as condições desse pacto firmado a sangue de suas honrosas feridas de batalha, que a fome, somente a fome lhes pôde arrancar um brado suplicante, e aflito… e não muito alto dado… não muito pungente… para não magoar Teu coração… porque Te julgavam sua Mãi!…
A fome, somente a fome lhes inspirou uma queixa humilde.
Antonio Feliciano de Castilho (autor) morreu em 1875; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1946.