O Presbitério da Montanha
O começo — 1905
Em 1846 principiou Castilho a coligir, entre os seus manuscritos antigos, alguns dos que lhe tinham nascido na estudiosa solidão de mais de sete anos de homisio na serra do Caramulo. A esses manuscritos, que ia publicar com o titulo de O Presbyterio da montanha , escreveu um prologo extenso, descritivo, altamente pitoresco, onde, a doze anos de distancia, desafogou as lembranças daqueles logares, e as saudades de um irmão, o melhor dos irmãos, o já então falecido Abbade de S. Mamede da Castanheira do Vouga, no Bispado de Aveiro. O prologo concluiu-se, imprimiu-se na sua máxima parte, mas não chegou a publicar-se.
O natural desleixo do Poeta a respeito do que era seu, as vicissitudes da sua atormentada vida, a saída para S. Miguel, e outras causas, fizeram com que as folhas impressas se sumissem, nem sabemos dizer como; e os pouquíssimos exemplares que existem, e se apontam a dedo, são hoje considerados espe O natural desleixo do Poeta a respeito do que era seu, as vicissitudes da sua atormentada vida, a saída para S. Miguel, e outras causas, fizeram com que as folhas impressas se sumissem, nem sabemos dizer como; e os pouquíssimos exemplares que existem, e se apontam a dedo, são hoje considerados espécies bibliographicas de primeira raridade.
Antonio Feliciano de Castilho (autor) morreu em 1875; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1946.