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A Meditação

José Agostinho de Macedo (1761–1831)

Poesia3 h 50 de leitura206 páginas

O começo

\j Uem sou eu ? Onde estou ? De quem procedo f Eis o brado que escuto , a voz que soa Dentro em minha alma extática , se imerso Na sombra augusta , que me in volve , e fecha , O voo altivo solto à fantasia, Em estro divinal decoro o Espaço Da indefinita habitação dos Seres, Buscando ansioso o Artifice supremo , Que em suas produções se deixa impresso, Sempre escondido , e descuberto sempre.

Se a Musa emprego tem, se o Sábio estudo, Natureza , és só tu, só tu , Jehóva. Que outro mais digno dalma ? Ou que outro pode Mais sustentar-me accezo Enthusiasmo t Tudo o que em tomo se me antolha, he nada, Posto grande aos mortais se mostre, ou seja. Guerras , armas , Heróes , e o que atégora Grécia espantada ouviu , e antigo , e novo Lacio escutou na Lyra alti-sonante de Enéas ao Cantor , e ao Génio exímio , (Único pode ser,) que armas piedosas Votara à eternidade , e o Heróe sublime , „ Que o grão sepulcro libertou de Christo „ He nada , ou ponto , no Universo ignoto. O domado Oceano , o achado , e visto Por não sulcado mar , berço d' Aurora.... Minh'alma nunca encheste , ó grande…

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