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Capa de Epístola de Manoel Mendes Fogaça Dirigida de Lisboa a Hum Amigo da Sua Terra, em que lhe Refere Como de Repente se Fez Poeta, e lhe Conta as Proezas de Hum Rafeiro

Epístola de Manoel Mendes Fogaça Dirigida de Lisboa a Hum Amigo da Sua Terra, em que lhe Refere Como de Repente se Fez Poeta, e lhe Conta as Proezas de Hum Rafeiro

José Agostinho de Macedo (1761–1831)

Poesia11 min de leitura10 páginas

O começo — DIRIGIDA DE LISBOA A HUM AMIGO DA SUA TERRA, EM QUE LHE REFERE COMO DE REPENTE SE FEZ POETA, E LHE CONTA AS PROEZAS DE H · LISBOA:

Ano. 1822. / EPISTOLA. / Por certo, Amigo, que benzer te deves / De me observares súbito Poeta! / Em proza de lá vim, e escrevo em verso! / De perfeita saúde hum corpo goza, / E he do contagio súbito assaltado. / Se entre doentes de malignas vive. / Nunca grassou na Imperial Lisboa / Maior contagião de infindos Vates: / He tinha que se apega, e se propaga, / Como se estende no Levante a peste. / Entro em hum Botequim, são Vates todos; / Eu bebo tãobem ponche, e fico Vate. / Se vou para a Comedia, ouço Elogios, / E quando volto pela rua grito: / =Honra, Patria, Virtude, ó Tejo, ó Douro. / Brilhai na escuridão; que azeite falta.= / Vem n'hum Jornal o invento do Antimonio, / E a maneira subtil…

José Agostinho de Macedo (autor) morreu em 1831; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1902.

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