
A Meditação
José Agostinho de Macedo (1761–1831)
O começo
Indefinitos horizontes guardão.
Ta rçsga> Tu dissipa as sombras densas,
Que são do entendimento a herança infausta*
Tu de meu vôq os Ímpetos dirige
Vou contemplar da JNatureza o quadro.
Ob! Soberano Arquitector de tudo
São Tuas a canções , que Tu Uie inspiras ;
Sejam dignas de Ti ^ e eternais sejam. ^
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Exbto; mi quem sou? Brada continuo
A A M E D 1 T A Ç A o.
He este de huiba vot , que eu n' alma sinto :
Fito em mim mesmo atônito meus olhos ,
Todo o meu ser em si se immerge, e pensa;
Rompe hum clamor universal silencio,
£ me diz que sou corpo organizado
£ bum de infinitos animais, que a Terra
Mui carinhosa mãe produz, e nutre:
Como eles nasço, e vivo, e cresço, e morro;
Como eles sinto a dor, sinto os prazeres;
São meus iguais tias sensações corpóreas;
£m todos vejo idênticos sentidos;
£xiste em todos maquinal instinto.
Que em varias gradações se eleva, ou desce
Desde o vasto Elefante ao verme ignoto.
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