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A Meditação

José Agostinho de Macedo (1761–1831)

Poesia3 h 30 de leitura188 páginas

O começo

Indefinitos horizontes guardão.

Ta rçsga> Tu dissipa as sombras densas,

Que são do entendimento a herança infausta*

Tu de meu vôq os Ímpetos dirige

Vou contemplar da JNatureza o quadro.

Ob! Soberano Arquitector de tudo

São Tuas a canções , que Tu Uie inspiras ;

Sejam dignas de Ti ^ e eternais sejam. ^

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Exbto; mi quem sou? Brada continuo

A A M E D 1 T A Ç A o.

He este de huiba vot , que eu n' alma sinto :

Fito em mim mesmo atônito meus olhos ,

Todo o meu ser em si se immerge, e pensa;

Rompe hum clamor universal silencio,

£ me diz que sou corpo organizado

£ bum de infinitos animais, que a Terra

Mui carinhosa mãe produz, e nutre:

Como eles nasço, e vivo, e cresço, e morro;

Como eles sinto a dor, sinto os prazeres;

São meus iguais tias sensações corpóreas;

£m todos vejo idênticos sentidos;

£xiste em todos maquinal instinto.

Que em varias gradações se eleva, ou desce

Desde o vasto Elefante ao verme ignoto.

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