
Newton: Poema
José Agostinho de Macedo (1761–1831)
O começo
Na Impressão Regia. Ano 1813. / Com licença.
[2] Sciscitanti cælestium causas, domesticus / Interpres.
Seneca, Cons. ad Marcian. / [3] PROEMIO. / O Mundo deve aos Conquistadores desgraças, lagrimas, e lutos; o Mundo deve a Newton verdades, ciência, e luzes. Se inquietar os homens tem merecido tantas Epopéas, porque não merecerá hum Poema quem ilustra, e quem ensina os homens? Ah! se chegará o tempo de se conhecer, que uma pena he mais útil que uma espada! Canta-se com enfasi quem conquistou uma Provincia, e porque não há de ser cantado aquele de quem se pode dizer, que conquistára a Natureza, obrigando-a, à força de estudo, e engenho, a revelar seus mais reconditos arcanos? He preciso que conheçamos que o Imperio da Poesia tem limites muito mais extensos do que até agora se julgava; e eu…
José Agostinho de Macedo (autor) morreu em 1831; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1902.