Alice no País das Maravilhas (Tradução Colaborativa)
Lewis Carroll (?–1898)
O começo — Capítulo I
ALICE estava começando a ficar cansadíssima de s’assentar junto a sua irmã no banco e de ter nada para fazer: uma ou duas vezes havia espreitado o livro ca irmã lia, mas não tinha ilustrações ou conversações nele, “E para que serve um livro”, pensou Alice, “sem ilustrações ou conversações?”.
Assim, estava considerando em sua própria mente (o melhor que podia, pois o dia quente a fazia se sentir ensonadíssima e estúpida) s’o prazer de fazer uma cadeia de margarida valeria o trabalho de se levantar e pegar as margaridas, quando subitamente um coelho branco dolhos cor-de-rosa correu por perto dela.
Havia nada de tão muito remarcável naquilo; nem Alice achou muitíssimo fora do comum ouvir o Coelho dizer consigo, “Ó deus! Ó deus! Estarei demasiado atrasado!” (quando pensou a respeito depois, ocorreu-lhe que deveria ter-s’admirado com isto, mas à hora tudo pareceu absolutamente natural); mas quando o Coelho efetivamente tirou um relógio do bolso de colete e o olhou, e então s’apressou, Alice sobressaltou para de pé, porquanto lhe lampejou através da mente quela jamais vira antes um coelho com ou um bolso de colete, ou um relógio para tirar dele, e, ardendo de curiosidade, correu pelo campo afora após ele, e foi justo a tempo do ver irromper numa toca de coelho larga sob a sebe.
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