Livros › Martins Pena › O Judas em Sábado de Aleluia

Capa de O Judas em Sábado de Aleluia

O Judas em Sábado de Aleluia

Martins Pena (?–1848)

Teatro39 min de leitura34 páginas

O começo — CENA I

CHIQUINHA, MARICOTA e meninos.

CHIQUINHA - Meninos, não façam tanta bulha…

LULU, saindo do grupo - Mana, veja o judas como está bonito! Logo quando aparecer a Aleluia, havemos de puxá-lo para a rua.

CHIQUINHA - Está bom; vão para dentro e logo venham.

LULU, para os meninos e moleques Vamos pra dentro; logo viremos, quando aparecer a Aleluia. (Vão todos para dentro em confusão.)

CHIQUINHA, para Maricota - Maricota, ainda te não cansou essa janela?

MARICOTA, voltando a cabeça - Não é de tua conta.

CHIQUINHA - Bem o sei. Mas, olha, o meu vestido está quase pronto; e o teu, não sei quando estará.

MARICOTA - Hei-de aprontá-lo quando quiser e muito bem me parecer. Basta de seca - cose, e deixa-me.

CHIQUINHA - Fazes bem. (Aqui Maricota faz uma mesura para ai rua, como a pessoa que a cumprimenta, e continua depois a fazer acenos com o lenço.) Lá está ela no seu fadário! Que viva esta minha irmã só para namorar! É forte mania! A todos faz festa, a todos namora… E o pior é que a todos engana… até o dia em que também seja enganada.

Texto do Wikisource em português, que só hospeda obra livre: domínio público ou licença livre (CC BY-SA 3.0). A ficha aponta de volta para a página de origem, que é a atribuição que a licença pede.

Mais de Martins Pena