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O Fardo do Homem Branco

Rudyard Kipling (?–1936)

Poesia3 min de leitura2 páginas

O começo

Tomai o fardo do Homem Branco - / Envia teus melhores filhos / Vão, condenem seus filhos ao exílio / Para servirem aos seus cativos; / Para esperar, com arreios / Com agitadores e selváticos / Seus cativos, servos obstinados, / Metade demônio, metade criança.

Tomai o fardo do Homem Branco - / Continua pacientemente / Encubra-se o terror ameaçador / E veja o espetáculo do orgulho; / Pela fala suave e simples / Explicando centenas de vezes / Procura outro lucro / E outro ganho do trabalho.

Tomai o fardo do Homem Branco - / As guerras selvagens pela paz - / Encha a boca dos Famintos, / E proclama, das doenças, o cessar; / E quando seu objetivo estiver perto / (O fim que todos procuram) / Olha a indolência e loucura pagã / Levando sua esperança ao chão.

Tomai o fardo do Homem Branco - / Sem a mão-de-ferro dos reis, / Mas, sim, servir e limpar - / A história dos comuns. / As portas que não deves entrar / As estradas que não deves passar / Vá, construa-as com a sua vida / E marque-as com a sua morte.

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