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Flores de Campo

João de Deus (1830–1896)

Poesia1 h 50 de leitura98 páginas

O começo

Vem dalto gozar, lírio! Noite estrelada e tépida; A vista ao céu intrépida Liança, penetra o Empyreo.

Dilata os seios túmidos; Larga este térreo albergue; Nas azas dalma té ergue; Ergue os teus olhos úmidos.

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Que vê»? — Soes, de tal bgHq Que os crera tochas pálidas, Quando as guedelhas, mádidas De sangue, arrasta a morte*

— TranspSç-n'os ; que, elevando-te. Por cada um daqueles, MilhSes e milhões deles Verás alumiando-te.

j'vante pois, acima Dos soes ^'uma luz tremula ; Alma dos anjos emula! Deus o teu voo anima.

Que vês? — Um vácuo eterno. * — E nele? — Em ermo tumulo, Em Ígnea letra (cumulo De horror) Byron — o inferno.

— Foge. — O horror fascina-me. SSo réprobos que exhalam Hórridos ais que abalam O inferno : oh Deus ! anima-me.

— Escuta-os. — Escutemol)a. Como eles bramem, rugem, E o espaço uivando estrugem... Gelam-se os membros trêmulos.

— Entra. — Não posso. — Arromba.

— Proliibem-m'o. — Subleva-te.

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