
Flores de Campo
João de Deus (1830–1896)
O começo
Vem dalto gozar, lírio! Noite estrelada e tépida; A vista ao céu intrépida Liança, penetra o Empyreo.
Dilata os seios túmidos; Larga este térreo albergue; Nas azas dalma té ergue; Ergue os teus olhos úmidos.
'2
Que vê»? — Soes, de tal bgHq Que os crera tochas pálidas, Quando as guedelhas, mádidas De sangue, arrasta a morte*
— TranspSç-n'os ; que, elevando-te. Por cada um daqueles, MilhSes e milhões deles Verás alumiando-te.
j'vante pois, acima Dos soes ^'uma luz tremula ; Alma dos anjos emula! Deus o teu voo anima.
Que vês? — Um vácuo eterno. * — E nele? — Em ermo tumulo, Em Ígnea letra (cumulo De horror) Byron — o inferno.
— Foge. — O horror fascina-me. SSo réprobos que exhalam Hórridos ais que abalam O inferno : oh Deus ! anima-me.
— Escuta-os. — Escutemol)a. Como eles bramem, rugem, E o espaço uivando estrugem... Gelam-se os membros trêmulos.
— Entra. — Não posso. — Arromba.
— Proliibem-m'o. — Subleva-te.
A instituição que digitalizou declara a obra fora de direito autoral (Internet Archive, possible-copyright-status: NOT_IN_COPYRIGHT). Texto obtido por OCR: pode conter erros de leitura.