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O Primeiro de Maio

S. de Magalhães Lima (1850–?)

HistóriaFilosofiaPolítica e sociedade2 h 50 de leitura148 páginas

O começo — Abertura

Marchez, l'humanité ne vit pas dune idée, / Elle en allume une autre à l'eternel flambeau

CASA BERTRAND—JOSÉ BASTOS

CHIADO

LISBOA

O PRIMEIRO DE MAIO

O PRIMEIRO / DE MAIO

POR

S. DE MAGALHÃES LIMA

Marchez, l'humanité ne vit pas dune idée, / Elle en allume une autre à l'eternel flambeau

LISBOA / TYP. DA COMPANHIA NACIONAL EDITORA / 1894

À MEMORIA / DO / MEU QUERIDO MESTRE / E / SAUDOSISSIMO AMIGO

BENOIT MALON

Lisboa, 2 de dezembro de 1893.

Magalhães Lima.

Recordo-me perfeitamente. Era uma manhã de agosto. Na véspera, Cipriani havia me dito: «amanhã, às 11 horas, na gare de S. Lazare !»

Fomos ambos pontuaes. Tomamos os nossos bilhetes, e seguimos no trem de Asnières. Era ali, na rua de Colombes, que vivia, ou que agonisava, para melhor dizer, Benoit Malon. Subimos a longa escadaria que conduzia a um terceiro andar. O mestre dormia tranquilamente. Mas, presentindo-nos, afastou docemente o lenço branco que lhe encobria o rosto, e estendeu-nos a mão com carinho e alvoroço, abraçando-nos e beijando-nos, ao mesmo tempo.

S. de Magalhães (Sebastião de Magalhães) Lima (autor) morreu em 1928; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1999.

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