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Capa de Aleijões Sociais; O Casamento e a Mortalha no Céu se Talha

Aleijões Sociais; O Casamento e a Mortalha no Céu se Talha

Francisco Gomes de Amorim (1827–1891)

Crônica e ensaio3 h 40 de leitura192 páginas

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110, Rua dos Calafates, 110

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ALEIJÕES SOGIAES

ANTÓNIO líÂRl DE FONTES PEREIRA DE HELLO

Inscrevendo nesta folha o nome de um cidadão ilustre, não pertendo alamiar a minha obscuridade com o reflexo da gloria alheia; aspiro somente a dar um humilde testemunho de afectuosa admiração ao estadista eminente, que me honra com a sua amizade e ao qual será sempre reconhecido o

Seu fiel amigo, F. Gomes de Amobdc.

MRODDCÇÂO

Há dez ou doze anos entrou num dos portos do Brazil um navio português, cuja tonelagem comportaria de cem a duzentos passageiros levando a seu bordo perto de quatrocentos. Apenas a visita de saúde entrou o portaló 08 emigrados precipitaram-se de joelhos aos pés dos empregados bra» zileiros pedindo proteção e justiça contra o capitão que os conduzia, e declarando, que durante a viagem haviam morrido qttarenta e tantos dos seus companheiros, vítimas da fome, da sede, e dos maus tratos do seu brutal commandanto ! Os oficiais de saúde receberam horrorizados o depoimento daqueles infelizes e foram depôl-o nas mãos da autoridade superior da província. A notícia espalhou-se na cidade e a colônia…

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