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Capa de Folhetim a Propósito da Carta que o Senhor Antero do Quental Dirigiu ao Senhor Antônio Feliciano de Castilho

Folhetim a Propósito da Carta que o Senhor Antero do Quental Dirigiu ao Senhor Antônio Feliciano de Castilho

Pinheiro Chagas

Crônica e ensaio11 min de leitura10 páginas

O começo

A carta do sr. Anthero do Quental ao sr. Castilho—Motivo por que tomo a palavra—O sr. Anthero apanhado em «negligé»—Vem a propósito o baixo-profundo Marinozzi, o Banco Ultramarino, D. Ignez de Castro e Camões—As novidades velhas—As porcelanas da Russia—Cita-se Nicoláo Tolentino—Entra-se na questão do ideal—Evocação perigosa—As escolas da decadência—Não falta Victor Hugo—Para que servem as imagens—O manto de Hercules—As águias e as galinhas.

Publicou-se há tempo e tem-se espalhado em Lisboa uma carta dirigida pelo sr. Anthero do Quental ao sr. Antonio Feliciano de Castilho, carta em que o poeta das Odes modernas protesta violenta e virulentamente contra a censura, irrogada pelo cantor do Amor e Melancholia à desastrada escola, de que o sr. Anthero do Quental teve a triste honra de ser um dos fundadores. Fora lavrada essa censura no artigo de critica literária com que o sr. Castilho acompanhou o pobre poema, que aí publiquei, e que ficou dessa forma ilustre. Marengo e Austertilz, diz Victor Hugo no prologo das Orientaes , eram duas ignoradas aldeias; immortalisou-as um dos lampejos vitoriosos da espada de Napoleão.

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