Crônica Política
Pedro Kilkerry (?–1917)
O começo
Aos que, unidades políticas deste trecho da federação desfibrinaram, pouco a pouco, na indiferença e desmandos e postergações de autocracia podres, um tônico há, de certo, que os transfigura e lhes tinge, como agora, a confiança que parecera morta.
São, nem mais, nem menos, de tal poder criativo esses momentos em que, por uma atitude invariável, uma frase, um gesto de cima exprime a ansiedade em síntese de um período alongado, a expectativa cansada do melhor.
O governo que finda foi um romper de hábitos político-administrativos que iam entrando de petrificar a vontade do povo, para a ironia de sua perfeita direção, sem um protesto, um gemido, uma voz da alma sofredora.
A atitude prevenida, sem desfalecimentos que se coroou de lume eloquente da “política da Bahia se há de fazer na Bahia” já é vitalização, do mesmo passo que consciência desperta do que, entre nós, só se compreenderá adiado por delito consciente, à clássica.
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