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O Exército Punido

Rui Barbosa (?–1923)

Crônica e ensaio2 min de leitura2 páginas

O começo

De uma carta de Corumbá, datada em 12 de março, com que fomos obsequiados, extraímos a seguinte passagem:

“Isto por aqui não vai nada bom… Exercícios, missas, paradas e, especialmente, intermináveis faxinas, fazem os divinos divertimentos desta malfadada terra, onde atualmente suportamos 40 e 41 graus de calor. Os jornais da corte bradam a uma temperatura de 33 a 37º; e aqui, quando a natureza deste lugar no-la permite, dizem os habitantes da terra, e nós também: Que belo tempo!

“Pois bem; com todo este calor, são os batalhões obrigados a fazer exercícios diários das 5 às 7 horas da tarde, e até nos domingos, depois da missa; correndo estes últimos por conta dos comandantes.

“Faxinas de sol a sol; o que tem levado grande número de soldados a desertarem diariamente para a Bolívia.

“Que se diz de nós? Ficamos, ou voltamos? Por enquanto, não se sabe a que viemos. Só hoje foi que chegou o 21º, faltando ainda o 8º, que deverá chegar amanhã.”

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