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A Saburra de Pasquino

Rui Barbosa (?–1923)

Crônica e ensaio5 min de leitura4 páginas

O começo

Desde que nos honrou com a sua presença o general Roca, e o seu chefe de Polícia teve ocasião de cavaquear pessoalmente com o nosso, entrou a se desenvolver nas autoridades fluminenses o zelo de uma indignação apostolar contra certas pústulas morais. Corre desde então que o contacto argentino influíra na administração brasileira o propósito santo de exterminar o jogo, e obrigar a prostituição, amurilhada nos seus covis, à vida subterrânea das toupeiras.

Não há medidas, com que se meça o merecimento de tão santas intenções. Não queiramos saber se as penas que esfuziam contra o cancro meretrício, não convivem com ele às escâncaras nos jardins e cervejarias dos alcázares, nem se essas estridentes marteladas no vício da batota não caem muitas vezes sobre os dedos do malhador. Infinita simpatia nos inspira, deveras, a virtuosa atitude presidencial, quando consideramos que, na esfera mais contígua ao chefe do estado, não encontrará S. Ex.ª, entre as mais altas sumidades políticas, muitas criaturas estremes de amor pela orelha da sota, e refletimos na queda habitual do mundo parlamentar pelo das beldades complacentes. A cruzada solitária do Sr.…

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