Seja o que for que esteja no centro do Mundo
O começo
Seja o que for que esteja no centro do Mundo, / Deu-me o mundo exterior por exemplo de Realidade, / E quando digo "isto é real", mesmo de um sentimento, / Vejo-o sem querer em um espaço qualquer exterior, / Vejo-o com uma visão qualquer fora e alheio a mim.
Ser real quer dizer não estar dentro de mim. / Da minha pessoa de dentro não tenho noção de realidade. / Sei que o mundo existe, mas não sei se existo. / Estou mais certo da existência da minha casa branca / Do que da existência interior do dono da casa branca. / Creio mais no meu corpo do que na minha alma, / Porque o meu corpo apresenta-se no meio da realidade. / Podendo ser visto por outros, / Podendo tocar em outros, / Podendo sentar-se e estar de pé, / Mas a minha alma só pode ser definida por termos de fora. / Existe para mim — nos momentos em que julgo que efetivamente / existe — / Por um empréstimo da realidade exterior do Mundo
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