Um Credor da Fazenda Nacional
Qorpo-Santo (?–1883)
O começo — ATO PRIMEIRO
UM CREDOR - (entrando em uma repartição pública; para o Porteiro) - Está o Sr. Inspetor?
PORTEIRO - Está; mas não se lhe pode agora falar.
CREDOR - Por quê?
PORTEIRO - Está muito ocupado!
CREDOR - Em quê?
PORTEIRO - Tem gente aí com ele.
CREDOR - Quem é?
PORTEIRO - Um Major!
CREDOR - Demorar-se-á muito?
PORTEIRO - Ignoro.
CREDOR - Pois diga-lhe que lhe quero falar!
PORTEIRO - Não posso ir lá agora.
CREDOR - Quantas horas estarei eu aqui à espera que o Sr. Major saia para que eu entre! (Passeia). (O MAJOR, saindo e encontrando-se com o Credor.)
CREDOR (para o MAJOR) - Oh! O Sr. por aqui! Julgava-o quem sabe onde! Disseram-me que tinha ido para Rio Pardo há dias!
MAJOR - Tenho tido aqui numerosos afazeres, por isso não sei quando irei.
CREDOR - Fique certo que sinto o mais vivo prazer em vê-lo no gozo da mais perfeita saúde.
MAJOR - Onde é aqui a tesouraria?
CREDOR - Na Tesouraria estamos; mas o Tesoureiro está lá embaixo.
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