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Um Credor da Fazenda Nacional

Qorpo-Santo (?–1883)

Religião e mito7 min de leitura6 páginas

O começo — ATO PRIMEIRO

UM CREDOR - (entrando em uma repartição pública; para o Porteiro) - Está o Sr. Inspetor?

PORTEIRO - Está; mas não se lhe pode agora falar.

CREDOR - Por quê?

PORTEIRO - Está muito ocupado!

CREDOR - Em quê?

PORTEIRO - Tem gente aí com ele.

CREDOR - Quem é?

PORTEIRO - Um Major!

CREDOR - Demorar-se-á muito?

PORTEIRO - Ignoro.

CREDOR - Pois diga-lhe que lhe quero falar!

PORTEIRO - Não posso ir lá agora.

CREDOR - Quantas horas estarei eu aqui à espera que o Sr. Major saia para que eu entre! (Passeia). (O MAJOR, saindo e encontrando-se com o Credor.)

CREDOR (para o MAJOR) - Oh! O Sr. por aqui! Julgava-o quem sabe onde! Disseram-me que tinha ido para Rio Pardo há dias!

MAJOR - Tenho tido aqui numerosos afazeres, por isso não sei quando irei.

CREDOR - Fique certo que sinto o mais vivo prazer em vê-lo no gozo da mais perfeita saúde.

MAJOR - Onde é aqui a tesouraria?

CREDOR - Na Tesouraria estamos; mas o Tesoureiro está lá embaixo.

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