
Poesias
Alexandre Herculano (1810–1877)
O começo — D. DUARTE.
Eia pois, cavaleiros! Breve os mares / Cruzaremos de novo além do Estreito! / Os inimigos tímidos refogem / Da conquistada Ceuta. / Pelas campinas pálidas, ao longe, / Das altas torres espraiando os olhos, / Não se vê alvejar lá no horizonte / Um albornoz mourisco. / Folgue o que volta à pátria enriquecido / Pela ganhada gloria: folgue aquele / A quem coube o desterro entre estes muros, / Por conservar erguida / Sobre a mesquita a cruz, sobre as ameias / O estandarte real: morrendo, é mártir: / Seu nome eterno viverá na historia. / Folgae, meus cavaleiros!
Alexandre Herculano (autor) morreu em 1877; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1948.