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A Igreja Positivista

João do Rio (?–1921)

Religião e mito11 min de leitura9 páginas

O começo

O amor por principio E a ordem por base.

O progresso por fim.

Era domingo, à porta do templo da Humanidade, na rua Benjamim Constant.

Com o céu luminosamente azul e o sol tépido, havia muita concorrência nessa rua, de ordinário deserta: - senhoras, cavalheiros de sobrecasaca, militares, crianças. Uns subiam logo as escadas do templo, cuja fachada recorda um templo grego; outros mais íntimos, seguiam para o fundo, pelo lado direito. Teixeira Mendes fazia a sua prédica dominical.

Tínhamos ido a conversar com um velho positivista. A princípio ele anunciara um profundo desprezo pela frivolidade jornalística e a imprensa. Mas depois, como eu risse sem rancor, permitiu-se levar-me até a Igreja e foi tão bondoso que ali estávamos, tagarelando de coisas superiores, enquanto ao templo continuava a afluir a onda de fardas, de senhoras e de cavalheiros solenes.

- Não é possível negar a influência positivista na nossa política, sobre os brasileiros cultos, ia eu dizendo, mas o público..

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