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A Velhice do Padre Eterno

Abílio Manuel Guerra Junqueiro (1850–?)

Poesia1 h 30 de leitura82 páginas

O começo — AOS SIMPLES

Ó almas que viveis puras, immaculadas / Na torre do luar da graça e da ilusão, / Vós que ainda conservaes, intactas, perfumadas, / As rosas para nós há tanto desfolhadas / Na aridez sepulcral do nosso coração; / Almas, filhas da luz das manhãs harmoniosas, / Da luz que acorda o berço e que entreabre as rosas, / Da luz, olhar de Deus, da luz, benção damor, / Que faz rir um nectario ao pé de cada abelha, / E faz cantar um ninho ao pé de cada flor; / Almas, onde resplende, almas, onde se espelha / A candura inocente e a bondade cristã, / Como num céu de Abril o arco da aliança, / Como num lago azul a estrela da manhã; / Almas, urnas de fé, de caridade, e esp'rança, / Vasos doiro contendo…

Abílio Manuel Guerra Junqueiro (autor) morreu em 1923; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1994.

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