Histórias Brasileiras
Alfredo d'Escragnolle Taunay, Visconde de Taunay (1843–?)
O começo — CAPITULO I
Em meados do ano de 1861, o vaporsinho Alpha , saindo da capital da província de Matto-Grosso, desceu para Corumbá, e, por ordem do presidente de então, o coronel Antonio Pedro de Alencastro, demandou a fóz do rio Mondego ou Miranda, cuja corrente foi cortando águas acima para conhecer das condições de sua navegabilidade durante a estação seca até a vila de Miranda, a qual assenta na margem direita e a mais de 40 léguas do ponto em que o volumoso e revolto caudal faz barra no grande Paraguai. Cumprida a comissão sem grande estorvo, pôde o fumegante barco atracar junto à barranca da povoação, alvoroçando repentinamente de alegria e perturbando de modo nunca visto o costumado e natural…
Núcleo mais povoado de toda a imensa zona que, sob a denominação de distrito de Miranda, se estende ao sul da província desde o rio Piquiry até o Apa e o 12 Paraná, nesse tempo gozava a vila de foros de importância que nem as febres endemicas em determinados períodos do ano, nem o desenvolvimento rápido de Nioac, situado a 25 léguas mais ao sul, haviam podido lhe tirar.
Alfredo d'Escragnolle Taunay, Visconde de Taunay (autor) morreu em 1899; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1970.