Obras Póstumas
Nicolau Tolentino (1740–?)
O começo — SONETO I.
Tornai, tornai, Senhor, ao Tejo undoso, Vinde honrar-lhe outra vez a clara enchente, / E deixai que ajoelhe entre a mais gente / Hum protegido humilde, e respeitoso. / Não leva a vossos pés rogo teimoso De importuno cansado pertendente; / Vem beijar-vos a mão humildemente, / A mão augusta que o fará ditoso. / Pois foi por Vós benignamente ouvido, Não vai fazer em pertenções estudo, / Vai só mostrar-vos que he agradecido. / Ante Vós ajoelha humilde, e mudo: Mostrai-lhe que inda he Vosso protegido; / Que se isto lhe ficou, ficou-lhe tudo.
[4] A Sua Alteza.
Nicolau Tolentino (autor) morreu em 1811; Lei 9.610/98 art. 41 (70 anos a partir de 1º/1 do ano seguinte) ⇒ livre em 1882.