
Vida Etérea
Teixeira de Pascoaes (?–1952)
O começo
a sCnice ii ô s.
«v|&^
:#:
^.
-A- *S* *S* •S* #* ^ " -
* y * ■^* r » «.y>.» »yjff» ■■?!?■» <Mr> «\V»
THE NEW YORK PUBLIC LIBRARY
732924
ASTOR, LENOX AND TILDEN FOUNDA1 IONS
R 1916 L
. • • •*• • • ••! • 1 ••••• •
• .* ; 4.. ••• •• •
•»• ••• •
Xa espiritualidade da alvorada
IX um novo e santo amor,
Paira, como uma névoa deslumbrada, •
Meu coração em flor.
Ele vive da brisa etérea e pura,
Uesse hálito d f amor que o céu respira,
Quando a terra floresce de ternura
E quando a lux, Apollo, é o som da tua lira.
Oh apollinea voz ! Áureo clarão !
Oh luz, divino canto de delírio ! ^ Ouvindo-te, estremece a terra de emoção
^ E em /tomem se traduz e crystalisa em lírio.
Ser humano, tu és um sentimento
Fantástico do mundo l
Um desejo de Deus, um extasi do vento,
Religiosa aspiração do mar profundo . . .
Somente a terra sabe em almas transformar
*0
«o
O seu propino sentir misterioso.
A rosa éuma ideia, a chama um andar,
A névoa elevação de espirito amoroso.
A instituição que digitalizou declara a obra fora de direito autoral (Internet Archive, possible-copyright-status: NOT_IN_COPYRIGHT). Texto obtido por OCR: pode conter erros de leitura.